Geral
Programa criado em Campo Grande (MS) propõe prevenção à violência doméstica com atuação antes do 180.

Instituto Novo Horizonte desenvolve metodologia própria em programa inédito de prevenção à violência doméstica, o Horizonte Mulher, com foco na identificação precoce de fatores de vulnerabilidade feminina e na prevenção de situações de risco.
Em uma participação de grande repercussão na Revoada Cultural, em Campo Grande (MS), o estande do Horizonte Mulher chamou atenção pela proposta de uma experiência sensorial, imersiva e interativa, voltada ao acolhimento, à escuta ativa, ao fortalecimento feminino e à ampliação do conhecimento sobre direitos e acesso à orientação jurídica, auxiliando mulheres a compreenderem melhor sua realidade e as possibilidades de transformação de suas trajetórias.
O espaço também se tornou um ponto de mobilização, com a participação intensa de mulheres no mural interativo, que se transformou em uma obra viva de manifestação coletiva sobre o que realmente precisam: escuta ativa real, acolhimento que auxilia ao rompimento, conhecimento de seus direitos que gera caminhos concretos de transformação. Em tinta vermelha, mãos registraram a urgência de uma atuação antes do 180. O impacto da ação reforçou a potência do programa e ampliou o interesse sobre sua metodologia e sua atuação na cidade.

Enquanto boa parte das ações voltadas ao enfrentamento da violência atua quando os danos já estão evidentes, o Horizonte Mulher se posiciona em uma etapa anterior: no intervalo entre os primeiros sinais de fragilidade e o agravamento da situação. A proposta é identificar e interromper fatores como silenciamento emocional, dependência financeira, isolamento social, baixa autoestima, sobrecarga extrema, ausência de rede de apoio e desconhecimento de direitos.
“A nossa Metodologia 360 ®️ nasceu da vida real de quem sangrou na pele a realidade de milhões de mulheres brasileiras. Foram 10 anos de estudo e 2 anos de implementação dentro do programa no instituto, não basta chegar depois da violência consolidada. É preciso atuar na origem, quando os sinais ainda estão presentes e a mulher ainda pode ser salva, antes do colapso”, afirma a coordenação do programa.
A metodologia foi estruturada para acompanhar mulheres ao longo de uma jornada de 90 dias, reunindo acolhimento emocional, cuidado psicológico e terapêutico, fortalecimento da identidade, orientação jurídica, desenvolvimento da autonomia econômica e reconstrução do projeto de vida.
Mais do que assistência, o programa propõe um processo integrado de transformação. As participantes têm acesso a uma atuação multidisciplinar que une regeneração humana, desenvolvimento comportamental, formações práticas e oportunidades de geração de renda, como horticultura, panificação e produção de cogumelos comestíveis, entre outras frentes de capacitação.

A iniciativa também se destaca por conectar diferentes dimensões da vida da mulher em uma mesma jornada. Para a coordenação, o trabalho não se limita a atender uma demanda pontual, mas a reestruturar condições para que a autonomia se torne possível e sustentável.
Para o programa, a prevenção não começa na denúncia. Em um cenário em que os índices de violência contra a mulher seguem cescendo , apesar dos esforços já realizados no enfrentamento do problema, o Programa Horizonte Mulher deixa uma reflexão necessária sobre o momento em que a sociedade atua. A iniciativa parte da compreensão de que muitas histórias poderiam ter desfechos diferentes se os sinais de vulnerabilidade fossem identificados e enfrentados antes de se transformarem em crises, violações de direitos e estatísticas. Nesse sentido, fortalecer mulheres antes do colapso deixa de ser uma ação pontual e passa a ser entendido como parte de uma estratégia permanente de prevenção, proteção e desenvolvimento humano, capaz de atuar na origem dos fatores que alimentam os ciclos de violência.
Geral
Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente”, revela Joana Cabral em desabafo sobre saúde mental
Joana Cabral surpreende: “Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente” – atriz fala sobre esgotamento e saúde mental
Atriz explica por que trocou a aglomeração pelo silêncio e como a conta invisível do cuidado que atinge 60% das mulheres afastadas por transtornos mentais mudou sua visão sobre solidão
A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir.
Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.
Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana, em frase que viralizou entre seguidoras.
Longe de ser antipatia, a confissão de Joana é sobre autopreservação. A atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.
“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.
O relato de Joana ecoa um dado alarmante: segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.
Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.
“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisa Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.
Para sair do cheque especial emocional, Joana conta que fez três investimentos que a especialista também recomenda:
- O Depósito do Escrever para Curar: “O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, diz Joana.
- O Fundo de Estabilização STOP: Parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir.
- Valorizar o que já tem: “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”.
Hoje, em fase de reencontro, Joana ressignificou tudo.
“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz, que se prepara para novos projetos no teatro e streaming.
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Dedo de La Chica retorna às origens e celebra nova fase na Vila Madalena
Com 22 anos de história, restaurante mexicano volta à rua onde tudo começou e recebe a cantora Vanessa Jackson na reabertura.
São Paulo, outubro de 2026 — O restaurante mexicano Dedo de La Chica inicia um novo capítulo de sua história ao retornar à Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, onde tudo começou. Após 14 anos na Rua Fidalga, a casa reabriu em 10 de outubro, em uma região conhecida por sua efervescência cultural, diversidade e proximidade com o famoso Beco do Batman.

Uma história de sabor e superação
Ao longo de 22 anos, o Dedo de La Chica conquistou seu espaço no cenário gastronômico paulistano, reunindo culinária mexicana, ambiente descontraído e experiências voltadas a encontros e comemorações. À frente do restaurante desde sua trajetória, a chef Aline Silva celebra esta nova fase da casa, marcada pelo retorno ao endereço de origem.
A trajetória do estabelecimento também ganhou visibilidade nacional com sua participação no programa Pesadelo na Cozinha, apresentado pelo chef francês Erick Jacquin, experiência que marcou um período de desafios e transformação.

O retorno à Rua Aspicuelta representa uma reconexão com as origens e com a atmosfera criativa da Vila Madalena, bairro reconhecido por seus grafites, galerias, bares, restaurantes e intensa vida cultural.

Vanessa Jackson prestigia a reabertura
A reabertura oficial, realizada em 10 de outubro, reuniu convidados, clientes e personalidades. Entre os destaques esteve a cantora Vanessa Jackson, vencedora do programa Fama, da TV Globo, que compareceu acompanhada da família.
A presença da artista reforçou a conexão do Dedo de La Chica com o universo da música e do entretenimento, mantendo a tradição da casa como ponto de encontro na Vila Madalena.

Gastronomia, comemorações e eventos
Além da gastronomia mexicana, o Dedo de La Chica oferece espaço para festas, aniversários, confraternizações e eventos privados, combinando boa comida e ambiente descontraído em uma das regiões mais vibrantes de São Paulo.
De volta à rua onde tudo começou, o restaurante celebra seus 22 anos de trajetória e inaugura uma nova etapa, preservando sua identidade e fortalecendo sua conexão com a gastronomia, a cultura e a vida paulistana.
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Academia Carioca promove saúde, bem-estar e integração em caminhada pelo Boulevard Olímpico
O Boulevard Olímpico, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi o cenário de uma iniciativa que uniu atividade física, lazer e promoção da saúde. Alunos da Academia Carioca, programa de incentivo à prática de exercícios vinculado à Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, participaram de uma caminhada ao ar livre com foco na qualidade de vida e na convivência social.
A atividade foi conduzida pelo professor Philipe Vasques, com o apoio dos monitores do programa, e proporcionou aos participantes a oportunidade de praticar exercícios em um ambiente diferente da rotina habitual, explorando um dos espaços públicos mais conhecidos da cidade.

Além de estimular o movimento e a adoção de hábitos saudáveis, a iniciativa reforçou a importância da atividade física como instrumento de prevenção de doenças e promoção do bem-estar físico e emocional. A proposta também valorizou a convivência entre os participantes, incentivando a socialização e o fortalecimento dos vínculos comunitários.


A ação acompanha uma perspectiva importante da atenção primária à saúde: ampliar o cuidado para além dos consultórios e das unidades de atendimento, utilizando os espaços urbanos como ambientes de promoção da saúde, prevenção e inclusão social.

Durante o percurso, a troca de experiências e os momentos de descontração contribuíram para tornar a caminhada uma experiência coletiva de cuidado e integração. A iniciativa demonstrou como atividades acessíveis podem incentivar a participação da população e aproximar a promoção da saúde do cotidiano das pessoas.

Com ações como essa, a Academia Carioca fortalece seu compromisso com a qualidade de vida, mostrando que cuidar da saúde também significa estimular o convívio social, ocupar os espaços públicos e incentivar escolhas que contribuam para uma rotina mais ativa e saudável.
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