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Arquiteta Thais Solera Garcia vai além dos projetos e chega à liderança na construção civil

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Créditos da Foto: Divulgação

À frente da área comercial da ORCA Construtora e da SBF Engenharia há 18 anos, a arquiteta Thais Solera Garcia construiu sua trajetória profissional ampliando os limites da própria função. Ao longo de quase quatro décadas na construção civil, ela passou por projetos, planejamento, orçamentos, negociações e gestão de equipes e incorporou conhecimentos de diferentes áreas do negócio para participar também de decisões técnicas, administrativas, operacionais e de recursos humanos. “Nunca me limitei a fazer apenas o que era da minha função”, resume.

Essa postura começou ainda na faculdade. Formada em Arquitetura em 1990, Thais trabalhava durante o dia em um escritório de projetos e cursava a graduação à noite. A rotina incluía noites dedicadas aos estudos e aos trabalhos acadêmicos. Logo depois de formada, ela ingressou na área comercial de uma empresa de engenharia especializada em grandes obras industriais, em um ambiente no qual os cargos de liderança, tanto na empresa quanto entre os clientes, eram ocupados majoritariamente por homens.

Créditos da Foto: Divulgação
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Foi nesse período que a formação em Arquitetura passou a ser combinada com conhecimentos de planejamento, orçamento e negociação. Cerca de três anos depois de ingressar na Rodrigues Lima Construtora, Thais passou a gerenciar a área de planejamento e orçamentos, mantendo a atuação comercial e o foco nos resultados da empresa.

Segundo ela, o trabalho envolvia buscar soluções técnicas e econômicas para os projetos dos clientes, mas também construir relações de parceria que contribuíssem para as negociações. A experiência trouxe ainda o desafio de liderar uma equipe e compreender a importância do trabalho conjunto.

Créditos da Foto: Divulgação
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“Eu tinha uma equipe incrível que eu liderava e com eles aprendi muito sobre o poder da colaboração e a importância do trabalho conjunto, aonde os acertos eram comemorados por todos e os erros serviam de lição para todos também”, conta.

Depois de 10 anos na Rodrigues Lima, Thais recebeu um convite para trabalhar na Munte Construções Industrializadas, empresa do mesmo segmento. Permaneceu por seis anos e continuou ampliando seus conhecimentos para além da área comercial. A cada obra negociada, passou a lidar também com questões técnicas, contratuais, administrativas e contábeis e buscou participar de atividades relacionadas à qualidade dos produtos, produtividade da fabricação e marketing.

Créditos da Foto: Divulgação
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Foi durante o relacionamento profissional com uma das construtoras atendidas pela Munte que surgiu o convite para integrar a ORCA Construtora como diretora comercial, em 2008. A empresa tinha sede em Goiânia e atuação em diferentes regiões do país, e Thais entrou com o objetivo de abrir novos clientes.

A função trouxe uma rotina de viagens e reuniões em diferentes estados. Em alguns períodos, ela chegou a permanecer até 15 dias longe de casa. Naquela época, suas duas filhas ainda eram pequenas, o que exigiu uma nova organização da rotina familiar.

Créditos da Foto: Divulgação
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“Tive que adaptar minha rotina incluindo viagens semanais para todo canto do Brasil, mas sempre cuidando do dia a dia das minhas duas filhas, pequenas naquela época. No começo foi um grande desafio para toda minha família. Acostumar a acordar distante delas e de meu marido, ficar às vezes 15 dias longe, trabalhando intensamente, tive que me reinventar para dar conta de tudo”, relata.

Segundo Thais, uma rede de apoio organizada em casa foi fundamental para que pudesse conciliar as responsabilidades familiares com as exigências profissionais.

Créditos da Foto: Divulgação
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A chegada à ORCA também representou um novo desafio profissional. Na época, os cargos de liderança eram ocupados por homens e, segundo Thais, foi necessário um período para que a equipe compreendesse sua função e sua capacidade de contribuir para os resultados da empresa.

“Quando entrei nesta empresa os cargos de liderança eram ocupados por homens e levou um tempo até que toda a equipe entendesse a minha função e o quanto eu poderia colaborar com o resultado de todos. Tive que enfrentar pessoas duvidando de minha capacidade e me colocando à prova”, afirma.

Ela conta que, com paciência, dedicação, diplomacia e persistência, conseguiu conquistar a confiança da equipe. Mesmo depois de tantos anos, a presença feminina ainda é uma particularidade em parte de suas reuniões. Thais relata que é comum estar entre 20 ou 30 pessoas e ser a única mulher.

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Para ela, a experiência também contribuiu para desenvolver uma percepção própria durante as negociações. “Aliás, a visão feminina numa grande negociação, sempre me deu uma vantagem de perceber muitas vezes situações ou contextos subliminares, que os homens não percebem.”

Ao longo dos 18 anos na ORCA, a atuação de Thais também ultrapassou a área comercial. Ela participa da busca por soluções quando surgem questões técnicas, administrativas, operacionais ou relacionadas a recursos humanos.

“Minha atuação dentro da empresa, não se limita à área comercial. Entro sempre quando surgem problemas, tanto técnicos, administrativos, operacionais ou de RH. Esta visão global dos problemas da empresa me dá condições de buscar soluções mais assertivas.”

Essa visão mais ampla também influencia a maneira como encara as decisões. Segundo Thais, a experiência acumulada fez com que passasse a considerar os impactos das escolhas para a empresa como um todo.

“Eu realmente me coloco na posição de dona da empresa, pois nestes 18 anos, já passamos por vários momentos aonde precisei tomar decisões que impactariam no futuro da empresa, e sempre tive apoio total da presidência da empresa, e isto me motiva a buscar sempre a melhor solução.”

A trajetória profissional também foi acompanhada por um período de tratamento de saúde. Há cerca de nove anos, Thais recebeu o diagnóstico de câncer de mama, passou por cirurgia e retomou o trabalho assim que foi liberada pelo médico. Durante a quimioterapia, chegou a participar de reuniões enquanto recebia a medicação.

Segundo ela, manter-se envolvida com o trabalho ajudava a direcionar os pensamentos para a recuperação. Thais também destaca o apoio recebido da empresa e da equipe durante o período.

A experiência acumulada ao longo da carreira hoje também é compartilhada com os profissionais que trabalham ao seu lado. Thais lidera uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas da construção civil e procura transmitir conhecimentos aos mais jovens, ao mesmo tempo em que acompanha novas formas de trabalhar e também aprende com eles.

“É muito bacana observar algum de nossos funcionários colocando em prática orientações que eu ensinei, e vê-los crescendo em suas carreiras.”

Para Thais, o trabalho na construção civil também tem uma dimensão que ultrapassa a execução de uma obra. “Considero meu trabalho muito gratificante, pois transformamos um terreno vazio em uma obra pronta, que pode ser um comércio, um hospital, uma universidade, etc. E cada construção gera uma quantidade enorme de empregos, tanto durante a obra, como depois de pronta, e vai gerar novas oportunidades para muitas pessoas.”

Depois de quase quatro décadas de atuação profissional, a arquiteta mantém a disposição de aprender sobre diferentes áreas e compartilhar o conhecimento adquirido ao longo da carreira. É dessa forma que ela resume o caminho que a levou dos projetos à liderança na construção civil. “Nunca me limitei a fazer apenas o que era da minha função. Sempre busquei aprender sobre as áreas correlatas à minha, e isto foi me dando bagagem para estar aonde estou hoje”, finaliza.

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Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente”, revela Joana Cabral em desabafo sobre saúde mental

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Joana Cabral surpreende: “Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente” – atriz fala sobre esgotamento e saúde mental

Atriz explica por que trocou a aglomeração pelo silêncio e como a conta invisível do cuidado que atinge 60% das mulheres afastadas por transtornos mentais mudou sua visão sobre solidão

A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir.

Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.

Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana, em frase que viralizou entre seguidoras.

Longe de ser antipatia, a confissão de Joana é sobre autopreservação. A atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.

“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.

O relato de Joana ecoa um dado alarmante: segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.

Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.

“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisa Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.

Para sair do cheque especial emocional, Joana conta que fez três investimentos que a especialista também recomenda:

  1. O Depósito do Escrever para Curar: “O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, diz Joana.
  2. O Fundo de Estabilização STOP: Parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir.
  3. Valorizar o que já tem: “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”.

Hoje, em fase de reencontro, Joana ressignificou tudo.

“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz, que se prepara para novos projetos no teatro e streaming.

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Dedo de La Chica retorna às origens e celebra nova fase na Vila Madalena

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Com 22 anos de história, restaurante mexicano volta à rua onde tudo começou e recebe a cantora Vanessa Jackson na reabertura.

São Paulo, outubro de 2026 — O restaurante mexicano Dedo de La Chica inicia um novo capítulo de sua história ao retornar à Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, onde tudo começou. Após 14 anos na Rua Fidalga, a casa reabriu em 10 de outubro, em uma região conhecida por sua efervescência cultural, diversidade e proximidade com o famoso Beco do Batman.

crédito foto Pablo Mack
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Uma história de sabor e superação

Ao longo de 22 anos, o Dedo de La Chica conquistou seu espaço no cenário gastronômico paulistano, reunindo culinária mexicana, ambiente descontraído e experiências voltadas a encontros e comemorações. À frente do restaurante desde sua trajetória, a chef Aline Silva celebra esta nova fase da casa, marcada pelo retorno ao endereço de origem.

A trajetória do estabelecimento também ganhou visibilidade nacional com sua participação no programa Pesadelo na Cozinha, apresentado pelo chef francês Erick Jacquin, experiência que marcou um período de desafios e transformação.

crédito foto Pablo Mack
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O retorno à Rua Aspicuelta representa uma reconexão com as origens e com a atmosfera criativa da Vila Madalena, bairro reconhecido por seus grafites, galerias, bares, restaurantes e intensa vida cultural.

crédito foto Pablo Mack
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Vanessa Jackson prestigia a reabertura

A reabertura oficial, realizada em 10 de outubro, reuniu convidados, clientes e personalidades. Entre os destaques esteve a cantora Vanessa Jackson, vencedora do programa Fama, da TV Globo, que compareceu acompanhada da família.

A presença da artista reforçou a conexão do Dedo de La Chica com o universo da música e do entretenimento, mantendo a tradição da casa como ponto de encontro na Vila Madalena.

crédito foto Pablo Mack
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Gastronomia, comemorações e eventos

Além da gastronomia mexicana, o Dedo de La Chica oferece espaço para festas, aniversários, confraternizações e eventos privados, combinando boa comida e ambiente descontraído em uma das regiões mais vibrantes de São Paulo.

De volta à rua onde tudo começou, o restaurante celebra seus 22 anos de trajetória e inaugura uma nova etapa, preservando sua identidade e fortalecendo sua conexão com a gastronomia, a cultura e a vida paulistana.

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Academia Carioca promove saúde, bem-estar e integração em caminhada pelo Boulevard Olímpico

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O Boulevard Olímpico, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi o cenário de uma iniciativa que uniu atividade física, lazer e promoção da saúde. Alunos da Academia Carioca, programa de incentivo à prática de exercícios vinculado à Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, participaram de uma caminhada ao ar livre com foco na qualidade de vida e na convivência social.

A atividade foi conduzida pelo professor Philipe Vasques, com o apoio dos monitores do programa, e proporcionou aos participantes a oportunidade de praticar exercícios em um ambiente diferente da rotina habitual, explorando um dos espaços públicos mais conhecidos da cidade.

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Além de estimular o movimento e a adoção de hábitos saudáveis, a iniciativa reforçou a importância da atividade física como instrumento de prevenção de doenças e promoção do bem-estar físico e emocional. A proposta também valorizou a convivência entre os participantes, incentivando a socialização e o fortalecimento dos vínculos comunitários.

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A ação acompanha uma perspectiva importante da atenção primária à saúde: ampliar o cuidado para além dos consultórios e das unidades de atendimento, utilizando os espaços urbanos como ambientes de promoção da saúde, prevenção e inclusão social.

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Durante o percurso, a troca de experiências e os momentos de descontração contribuíram para tornar a caminhada uma experiência coletiva de cuidado e integração. A iniciativa demonstrou como atividades acessíveis podem incentivar a participação da população e aproximar a promoção da saúde do cotidiano das pessoas.

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Com ações como essa, a Academia Carioca fortalece seu compromisso com a qualidade de vida, mostrando que cuidar da saúde também significa estimular o convívio social, ocupar os espaços públicos e incentivar escolhas que contribuam para uma rotina mais ativa e saudável.

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