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Mara Maravilha registra boletim de ocorrência após exposição de dados pessoais; especialistas explicam os riscos

Célio Vasconcellos, CEO da EONTA Cibersegurança, e Nílson Vianna, CEO da SmartCyber, explicam os riscos da exposição do número de telefone e os desafios para identificar a origem de um incidente
Mara Maravilha revelou nesta semana ter registrado boletim de ocorrência após a suposta exposição de dados privados, incluindo seu número de telefone, em meio a uma controvérsia envolvendo fãs de Xuxa. O episódio chama atenção para um problema que vai muito além das figuras públicas: a exposição e o uso indevido de dados pessoais.
Para Célio Vasconcellos, CEO da EONTA Cibersegurança, o número de telefone pode ser utilizado por criminosos como ponto de partida para diferentes tipos de ataques.
“Números de telefone são dados pessoais que, uma vez expostos, podem ser usados de forma maliciosa para phishing, fraudes, chantagens, falsos sequestros e ameaças. Pessoas comuns e figuras públicas são vítimas frequentes. O problema é que esses números circulam em dezenas ou centenas de bancos de dados, o que torna extremamente difícil rastrear a origem de um vazamento”, explica Vasconcellos.
Ao longo dos anos, um mesmo número pode ter sido fornecido a bancos, operadoras, lojas, aplicativos, programas de fidelidade e inúmeros outros serviços. Por isso, encontrar uma informação circulando na internet não significa necessariamente ter identificado sua origem.
“Quando o dado aparece na internet, raramente se sabe de onde ele saiu. Muitos incidentes podem estar relacionados a falhas de segurança em empresas e aplicativos, mas o risco não se limita à organização que originalmente coletou a informação”, afirma Vasconcellos.
Terceiros aumentam a complexidade
O problema se torna ainda mais complexo porque diversas organizações podem participar do tratamento da mesma informação.
“Prestadores de serviços, plataformas em nuvem, call centers e ferramentas de marketing também podem processar esses dados. Quanto maior a cadeia de terceiros, maior a necessidade de controlar quem possui acesso à informação e de manter evidências que permitam investigar o que ocorreu”, explica o CEO da EONTA.
Para Nílson Vianna, CEO da SmartCyber, essa dispersão torna a investigação técnica particularmente importante. Identificar a origem de um incidente pode exigir a análise de diferentes ambientes e registros digitais.
“Encontrar um número exposto não significa encontrar a origem do vazamento. Uma investigação precisa avaliar os sistemas envolvidos, registros de acesso, credenciais, possíveis vulnerabilidades e os terceiros que tiveram contato com aquela informação. Sem rastreabilidade e evidências técnicas adequadas, reconstruir o caminho percorrido pelo dado pode se tornar extremamente difícil”, afirma Vianna.
Segundo o executivo da SmartCyber, controles de acesso, autenticação, monitoramento e registros de eventos são importantes tanto para prevenir incidentes quanto para permitir sua investigação posterior.
“Segurança não é apenas impedir que alguma coisa aconteça. Quando ocorre um incidente, a organização precisa ter condições de detectar, conter, preservar evidências e entender tecnicamente o que aconteceu. Essas informações também podem ser importantes para o trabalho das autoridades quando houver indícios de crime”, acrescenta.
Uma vez em circulação, o número de telefone pode ainda ser combinado com informações obtidas de outras fontes.
“Criminosos cruzam informações de diferentes bases e constroem perfis mais detalhados das vítimas. Isso permite golpes muito mais convincentes, porque uma mensagem fraudulenta pode conter informações verdadeiras e parecer legítima”, alerta Vasconcellos.
Aplicativos buscam reduzir a exposição
Os próprios aplicativos de mensagens vêm criando alternativas para diminuir a dependência do número de telefone como identificador.
Desde o fim de junho de 2026, o WhatsApp começou a permitir a reserva de nomes de usuário, preparando a implementação gradual do recurso que permitirá iniciar novas conversas sem revelar o número de telefone.
Telegram e Signal já oferecem mecanismos semelhantes. Embora essas ferramentas não eliminem os riscos, podem reduzir a exposição desnecessária do número em grupos, comunidades e contatos profissionais.
Para os especialistas, entretanto, recursos de privacidade utilizados pelos indivíduos representam apenas uma parte da proteção. Empresas que coletam e processam essas informações também precisam estabelecer controles proporcionais aos riscos.
O que diz a legislação
No Brasil, a proteção dos dados pessoais está ancorada principalmente na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018). O número de telefone, quando relacionado a uma pessoa identificada ou identificável, é dado pessoal, e seu tratamento deve observar requisitos como finalidade, necessidade, base legal e medidas adequadas de segurança.
Em caso de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares, o controlador deve comunicar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e os titulares afetados, observando os procedimentos e prazos estabelecidos pela regulamentação aplicável. A Resolução CD/ANPD nº 15/2024 estabelece, como regra, prazo de três dias úteis para essa comunicação. As sanções administrativas previstas na LGPD podem incluir multa de até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração.
O Marco Civil da Internet também estabelece princípios e garantias relacionados à privacidade nas comunicações digitais. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça vêm discutindo em quais circunstâncias a disponibilização indevida de dados cadastrais pode gerar indenização, considerando o contexto, a natureza das informações e as consequências do compartilhamento.
Para Vasconcellos, o episódio reforça que a proteção de dados não pode ser tratada apenas como responsabilidade do usuário.
“Proteger o número de telefone deixou de ser apenas uma precaução individual. Exige responsabilidade das organizações que coletam e compartilham o dado, controles eficazes sobre terceiros e capacidade de preservar evidências, investigar e demonstrar tecnicamente o que ocorreu quando a proteção falha”, afirma.
Vianna acrescenta que a resposta eficaz depende também da integração entre diferentes atores.
“Quando há suspeita de crime, empresas, equipes de segurança, especialistas e delegacias especializadas precisam trabalhar de forma coordenada. Preservar as evidências desde o início aumenta a capacidade de compreender o incidente e fornece elementos técnicos para a investigação pelas autoridades”, conclui.
Geral
Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente”, revela Joana Cabral em desabafo sobre saúde mental
Joana Cabral surpreende: “Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente” – atriz fala sobre esgotamento e saúde mental
Atriz explica por que trocou a aglomeração pelo silêncio e como a conta invisível do cuidado que atinge 60% das mulheres afastadas por transtornos mentais mudou sua visão sobre solidão
A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir.
Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.
Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana, em frase que viralizou entre seguidoras.
Longe de ser antipatia, a confissão de Joana é sobre autopreservação. A atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.
“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.
O relato de Joana ecoa um dado alarmante: segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.
Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.
“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisa Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.
Para sair do cheque especial emocional, Joana conta que fez três investimentos que a especialista também recomenda:
- O Depósito do Escrever para Curar: “O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, diz Joana.
- O Fundo de Estabilização STOP: Parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir.
- Valorizar o que já tem: “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”.
Hoje, em fase de reencontro, Joana ressignificou tudo.
“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz, que se prepara para novos projetos no teatro e streaming.
Geral
Dedo de La Chica retorna às origens e celebra nova fase na Vila Madalena
Com 22 anos de história, restaurante mexicano volta à rua onde tudo começou e recebe a cantora Vanessa Jackson na reabertura.
São Paulo, outubro de 2026 — O restaurante mexicano Dedo de La Chica inicia um novo capítulo de sua história ao retornar à Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, onde tudo começou. Após 14 anos na Rua Fidalga, a casa reabriu em 10 de outubro, em uma região conhecida por sua efervescência cultural, diversidade e proximidade com o famoso Beco do Batman.

Uma história de sabor e superação
Ao longo de 22 anos, o Dedo de La Chica conquistou seu espaço no cenário gastronômico paulistano, reunindo culinária mexicana, ambiente descontraído e experiências voltadas a encontros e comemorações. À frente do restaurante desde sua trajetória, a chef Aline Silva celebra esta nova fase da casa, marcada pelo retorno ao endereço de origem.
A trajetória do estabelecimento também ganhou visibilidade nacional com sua participação no programa Pesadelo na Cozinha, apresentado pelo chef francês Erick Jacquin, experiência que marcou um período de desafios e transformação.

O retorno à Rua Aspicuelta representa uma reconexão com as origens e com a atmosfera criativa da Vila Madalena, bairro reconhecido por seus grafites, galerias, bares, restaurantes e intensa vida cultural.

Vanessa Jackson prestigia a reabertura
A reabertura oficial, realizada em 10 de outubro, reuniu convidados, clientes e personalidades. Entre os destaques esteve a cantora Vanessa Jackson, vencedora do programa Fama, da TV Globo, que compareceu acompanhada da família.
A presença da artista reforçou a conexão do Dedo de La Chica com o universo da música e do entretenimento, mantendo a tradição da casa como ponto de encontro na Vila Madalena.

Gastronomia, comemorações e eventos
Além da gastronomia mexicana, o Dedo de La Chica oferece espaço para festas, aniversários, confraternizações e eventos privados, combinando boa comida e ambiente descontraído em uma das regiões mais vibrantes de São Paulo.
De volta à rua onde tudo começou, o restaurante celebra seus 22 anos de trajetória e inaugura uma nova etapa, preservando sua identidade e fortalecendo sua conexão com a gastronomia, a cultura e a vida paulistana.
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Academia Carioca promove saúde, bem-estar e integração em caminhada pelo Boulevard Olímpico
O Boulevard Olímpico, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi o cenário de uma iniciativa que uniu atividade física, lazer e promoção da saúde. Alunos da Academia Carioca, programa de incentivo à prática de exercícios vinculado à Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, participaram de uma caminhada ao ar livre com foco na qualidade de vida e na convivência social.
A atividade foi conduzida pelo professor Philipe Vasques, com o apoio dos monitores do programa, e proporcionou aos participantes a oportunidade de praticar exercícios em um ambiente diferente da rotina habitual, explorando um dos espaços públicos mais conhecidos da cidade.

Além de estimular o movimento e a adoção de hábitos saudáveis, a iniciativa reforçou a importância da atividade física como instrumento de prevenção de doenças e promoção do bem-estar físico e emocional. A proposta também valorizou a convivência entre os participantes, incentivando a socialização e o fortalecimento dos vínculos comunitários.


A ação acompanha uma perspectiva importante da atenção primária à saúde: ampliar o cuidado para além dos consultórios e das unidades de atendimento, utilizando os espaços urbanos como ambientes de promoção da saúde, prevenção e inclusão social.

Durante o percurso, a troca de experiências e os momentos de descontração contribuíram para tornar a caminhada uma experiência coletiva de cuidado e integração. A iniciativa demonstrou como atividades acessíveis podem incentivar a participação da população e aproximar a promoção da saúde do cotidiano das pessoas.

Com ações como essa, a Academia Carioca fortalece seu compromisso com a qualidade de vida, mostrando que cuidar da saúde também significa estimular o convívio social, ocupar os espaços públicos e incentivar escolhas que contribuam para uma rotina mais ativa e saudável.
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