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Quando o medo de dar certo fala mais alto: 9 mecanismos da autossabotagem feminina

Para Danieli Wegermann, gestora de pessoas, liderança e carreira, reconhecer esses comportamentos é o primeiro passo para evitar que eles interfiram nas escolhas e nos objetivos.
Você conquista o cargo que queria, assume um projeto importante ou finalmente decide tirar um plano do papel. Mas, justamente quando as coisas começam a acontecer, vem a dúvida: será que você está preparada? É comum que, nesses momentos, apareçam a necessidade de aprovação, o excesso de cobrança ou a tendência de adiar o que mais importa.
Esses comportamentos podem estar ligados à autossabotagem, quando pensamentos e atitudes acabam dificultando a realização de algo que se deseja. O conceito ganhou popularidade com o trabalho de Shirzad Chamine, autor de Inteligência Positiva, que identifica diferentes mecanismos automáticos de pensamento.
Para Danieli Wegermann, um dos principais é a voz crítica, que alimenta a sensação de inadequação e faz com que a pessoa questione a própria capacidade.
“A cultura e a socialização das mulheres são o terreno perfeito para que essas vozes ganhem força. O sistema nos ensina a confundir esses mecanismos de defesa com ‘virtudes femininas’”, afirma.
Segundo a especialista, cobranças relacionadas à produtividade, ao cuidado com os outros e à necessidade de aprovação podem reforçar esses comportamentos. Conhecer como eles funcionam ajuda a perceber quando deixam de ser apenas características pessoais e passam a limitar escolhas.
As nove vozes da autossabotagem
- A Insistente (Perfeccionista)
É a busca pela excelência que ultrapassa o limite e se transforma em cobrança. A pessoa revisa, refaz e adia a entrega porque sente que ainda falta alguma coisa. O problema é que, quando nada parece bom o suficiente, avançar se torna cada vez mais difícil.
- A Prestativa
É aquela que tem dificuldade de dizer não. Está sempre disponível para resolver problemas, ajudar colegas, cuidar da família ou oferecer suporte a quem precisa. Aos poucos, porém, as próprias necessidades ficam para depois.
- A Hiper-realizadora
Está sempre em busca da próxima conquista: promoção, reconhecimento, resultado, nova meta. O risco aparece quando a sensação de valor pessoal passa a depender exclusivamente daquilo que foi alcançado.
- A Vitimista
Diante de dificuldades, tende a permanecer concentrada na dor e na sensação de injustiça. O sofrimento passa a ocupar tanto espaço que encontrar alternativas para mudar a situação se torna mais difícil.
- A Hiper-racional
Tenta resolver tudo pela lógica e pode deixar as emoções de lado. No trabalho e nos relacionamentos, isso pode dificultar a escuta, a empatia e a percepção de sentimentos que também fazem parte das decisões.
- A Hipervigilante
Está sempre esperando que alguma coisa dê errado. Antecipar problemas pode ser útil em determinadas situações, mas, quando se torna constante, o excesso de preocupação pode transformar qualquer decisão em uma ameaça.
- A Inquieta
Tem dificuldade de permanecer em um único projeto ou objetivo. Está sempre procurando uma novidade, uma nova atividade ou alguma coisa que desperte interesse. O resultado pode ser uma coleção de planos iniciados e poucos concluídos.
- A Controladora
Centraliza decisões e tarefas porque tem dificuldade de delegar e confiar. Pode querer acompanhar cada detalhe da rotina dos filhos, dos relacionamentos ou do trabalho. Com isso, acaba acumulando responsabilidades e dificultando a autonomia das pessoas ao redor.
- A Esquiva
Prefere evitar conflitos, conversas difíceis e decisões desconfortáveis. O problema é que fugir de uma situação não necessariamente resolve o que está por trás dela. Em muitos casos, apenas prolonga uma decisão que precisará ser tomada mais adiante.
Como interromper o ciclo
Reconhecer esses padrões não significa deixar de senti-los. O primeiro passo, segundo Danieli, é perceber quando eles aparecem e entender que uma reação automática não precisa determinar a decisão final.
Para isso, ela propõe cinco caminhos:
- Exploração
Diante de um problema, tente trocar a reação imediata pela curiosidade. Em vez de se culpar ou imaginar o pior cenário, observe o que está acontecendo e pergunte: “O que mais eu posso descobrir e aprender aqui?”. A mudança de perspectiva ajuda a abrir espaço para outras possibilidades.
- Empatia
A autocrítica constante pode distorcer a maneira como uma pessoa enxerga os próprios erros. Uma alternativa é exercitar a autocompaixão e tentar olhar para aquela situação com a mesma compreensão que teria com alguém querido.
- Inovação
Nem toda ideia precisa chegar pronta. Quando estiver diante de um projeto ou de uma decisão, experimente suspender por alguns minutos o julgamento sobre o que pode dar errado. Uma técnica sugerida pela especialista é o exercício do “sim, e…”, usado em processos criativos para desenvolver uma ideia antes de descartá-la.
- Navegação
Em momentos de dúvida, pensar nos próprios valores pode ajudar a organizar as prioridades. Uma pergunta possível é: “Quando eu olhar para essa escolha no futuro, o que gostaria de ter feito?”. A resposta pode ajudar a separar o medo momentâneo daquilo que realmente importa.
- Ação decisiva
Depois de identificar o padrão que costuma aparecer com mais frequência, vale antecipar como ele se manifesta. Se a reação habitual é pensar “não estou pronta”, “não é a hora” ou “vai dar errado”, reconhecer esse roteiro pode ajudar a não tomar a decisão automaticamente.
No fim, lidar com a autossabotagem não significa eliminar o medo ou a insegurança. Significa perceber quando esses sentimentos estão assumindo o comando e criar espaço para fazer escolhas de maneira mais consciente.
“As vozes que sussurram que você deve se encolher para caber na gaiola só têm o poder que você concede a elas. Olhe com generosidade para a sua história: contra fatos e dados, não há autocrítica que resista. A fechadura foi exposta e as cinco chaves estão em suas mãos. A porta da gaiola está oficialmente aberta. O espaço, a autonomia e a vida que você deseja alcançar exigem apenas uma última decisão consciente: parar de se espremer onde você já não pertence mais, abrir as asas de vez e deixar que elas atinjam o céu que sempre foi o seu destino”, completa.
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Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente”, revela Joana Cabral em desabafo sobre saúde mental
Joana Cabral surpreende: “Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente” – atriz fala sobre esgotamento e saúde mental
Atriz explica por que trocou a aglomeração pelo silêncio e como a conta invisível do cuidado que atinge 60% das mulheres afastadas por transtornos mentais mudou sua visão sobre solidão
A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir.
Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.
Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana, em frase que viralizou entre seguidoras.
Longe de ser antipatia, a confissão de Joana é sobre autopreservação. A atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.
“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.
O relato de Joana ecoa um dado alarmante: segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.
Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.
“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisa Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.
Para sair do cheque especial emocional, Joana conta que fez três investimentos que a especialista também recomenda:
- O Depósito do Escrever para Curar: “O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, diz Joana.
- O Fundo de Estabilização STOP: Parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir.
- Valorizar o que já tem: “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”.
Hoje, em fase de reencontro, Joana ressignificou tudo.
“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz, que se prepara para novos projetos no teatro e streaming.
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Dedo de La Chica retorna às origens e celebra nova fase na Vila Madalena
Com 22 anos de história, restaurante mexicano volta à rua onde tudo começou e recebe a cantora Vanessa Jackson na reabertura.
São Paulo, outubro de 2026 — O restaurante mexicano Dedo de La Chica inicia um novo capítulo de sua história ao retornar à Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, onde tudo começou. Após 14 anos na Rua Fidalga, a casa reabriu em 10 de outubro, em uma região conhecida por sua efervescência cultural, diversidade e proximidade com o famoso Beco do Batman.

Uma história de sabor e superação
Ao longo de 22 anos, o Dedo de La Chica conquistou seu espaço no cenário gastronômico paulistano, reunindo culinária mexicana, ambiente descontraído e experiências voltadas a encontros e comemorações. À frente do restaurante desde sua trajetória, a chef Aline Silva celebra esta nova fase da casa, marcada pelo retorno ao endereço de origem.
A trajetória do estabelecimento também ganhou visibilidade nacional com sua participação no programa Pesadelo na Cozinha, apresentado pelo chef francês Erick Jacquin, experiência que marcou um período de desafios e transformação.

O retorno à Rua Aspicuelta representa uma reconexão com as origens e com a atmosfera criativa da Vila Madalena, bairro reconhecido por seus grafites, galerias, bares, restaurantes e intensa vida cultural.

Vanessa Jackson prestigia a reabertura
A reabertura oficial, realizada em 10 de outubro, reuniu convidados, clientes e personalidades. Entre os destaques esteve a cantora Vanessa Jackson, vencedora do programa Fama, da TV Globo, que compareceu acompanhada da família.
A presença da artista reforçou a conexão do Dedo de La Chica com o universo da música e do entretenimento, mantendo a tradição da casa como ponto de encontro na Vila Madalena.

Gastronomia, comemorações e eventos
Além da gastronomia mexicana, o Dedo de La Chica oferece espaço para festas, aniversários, confraternizações e eventos privados, combinando boa comida e ambiente descontraído em uma das regiões mais vibrantes de São Paulo.
De volta à rua onde tudo começou, o restaurante celebra seus 22 anos de trajetória e inaugura uma nova etapa, preservando sua identidade e fortalecendo sua conexão com a gastronomia, a cultura e a vida paulistana.
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Academia Carioca promove saúde, bem-estar e integração em caminhada pelo Boulevard Olímpico
O Boulevard Olímpico, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi o cenário de uma iniciativa que uniu atividade física, lazer e promoção da saúde. Alunos da Academia Carioca, programa de incentivo à prática de exercícios vinculado à Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, participaram de uma caminhada ao ar livre com foco na qualidade de vida e na convivência social.
A atividade foi conduzida pelo professor Philipe Vasques, com o apoio dos monitores do programa, e proporcionou aos participantes a oportunidade de praticar exercícios em um ambiente diferente da rotina habitual, explorando um dos espaços públicos mais conhecidos da cidade.

Além de estimular o movimento e a adoção de hábitos saudáveis, a iniciativa reforçou a importância da atividade física como instrumento de prevenção de doenças e promoção do bem-estar físico e emocional. A proposta também valorizou a convivência entre os participantes, incentivando a socialização e o fortalecimento dos vínculos comunitários.


A ação acompanha uma perspectiva importante da atenção primária à saúde: ampliar o cuidado para além dos consultórios e das unidades de atendimento, utilizando os espaços urbanos como ambientes de promoção da saúde, prevenção e inclusão social.

Durante o percurso, a troca de experiências e os momentos de descontração contribuíram para tornar a caminhada uma experiência coletiva de cuidado e integração. A iniciativa demonstrou como atividades acessíveis podem incentivar a participação da população e aproximar a promoção da saúde do cotidiano das pessoas.

Com ações como essa, a Academia Carioca fortalece seu compromisso com a qualidade de vida, mostrando que cuidar da saúde também significa estimular o convívio social, ocupar os espaços públicos e incentivar escolhas que contribuam para uma rotina mais ativa e saudável.
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