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Pode ser amigo do funcionário? Onde termina a amizade e começa o papel de chefe

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Danieli Wegermann, fundadora da Learnability School, explica como estabelecer limites, evitar a percepção de favoritismo e preservar a autoridade na gestão

Virar chefe de quem até pouco tempo atrás era colega de trabalho pode mudar completamente a dinâmica de uma equipe. A amizade não precisa acabar, mas a relação profissional passa a exigir novos limites — especialmente quando o gestor precisa cobrar resultados, dar feedbacks ou tomar decisões que podem desagradar alguém próximo.

O desafio é comum entre profissionais que assumem a liderança pela primeira vez. Segundo o Center for Creative Leadership, 60% deles enfrentam dificuldades relacionadas ao posicionamento como líderes, principalmente para construir autoridade e, ao mesmo tempo, manter uma relação positiva com a equipe.

Para Danieli Wegermann, fundadora da Learnability School e especialista em gestão de pessoas, liderança e carreira, manter uma relação amistosa com os funcionários não é incompatível com o exercício da liderança. O problema aparece quando o vínculo pessoal começa a interferir nas decisões profissionais.

“Conflitos de interesse irão acontecer, decisões impopulares precisarão ser tomadas, cobranças por resultado serão feitas e conversas difíceis serão necessárias. O limite está justamente neste ponto: a natureza do nosso relacionamento pessoal está interferindo na relação do trabalho? Esse é o momento em que a pessoa que quer ocupar uma posição de liderança precisa se posicionar dentro do papel”, pontua.

Um dos principais riscos é a percepção de favorecimento. Mesmo quando o gestor acredita estar agindo de maneira imparcial, a proximidade com um funcionário pode levantar dúvidas entre os demais integrantes da equipe.

“Os riscos são vários aqui: o time perceber o vínculo pessoal como favoritismo e isto abalar a confiança no líder; resultados podem deixar de ser cobrados com a imparcialidade necessária; conversas difíceis e decisões impopulares serem adiadas ou evitadas, impactando diretamente nos resultados da equipe”, esclarece.

Para Danieli, esse é um problema que não depende apenas da intenção do gestor. “Dificilmente isso irá acontecer e não há muito o que se fazer neste sentido. Sempre que envolver alguma tomada de decisão em relação ao liderado/amigo haverá o risco de o time questionar (mesmo que silenciosamente, o que pode ser até pior) as motivações do líder”.

Por isso, o tratamento dado à equipe precisa seguir critérios semelhantes. “Se espera que um líder seja uma pessoa capaz de tratar todo o time com o mesmo tipo de cuidado e consideração. Qualquer ação que vá além disso, será interpretada como protecionismo ao ‘querinho do chefe'”, pondera.

O que combinar antes que o problema apareça

Quando a amizade já existe antes da promoção, uma conversa sobre a nova dinâmica pode evitar conflitos. Danieli recomenda estabelecer um “Acordo de Convivência”, com regras claras para separar os papéis pessoal e profissional.

“Uma ferramenta muito útil para gestão destes riscos é o Acordo de Convivência. Uma conversa honesta e transparente e, de preferência, registrada como combinados entre as partes, que trate dos principais temas que podem envolver esta relação e, claro, que possa adicionar novos itens à medida que se percebam novas necessidades. Importante combinarem coisas.”

Na prática, o acordo pode definir desde a forma de comunicação no ambiente de trabalho até critérios para distribuição de tarefas, promoções e avaliações. Também ajuda a deixar claro que feedbacks e cobranças fazem parte da relação profissional, independentemente da amizade.

Informações estratégicas da empresa e decisões relacionadas à gestão de pessoas também precisam permanecer dentro dos limites de confidencialidade. A amizade não deve criar uma espécie de acesso privilegiado a assuntos que não poderiam ser compartilhados com os demais integrantes da equipe.

Amigo também precisa ser cobrado

A dificuldade aumenta quando é preciso dar um feedback negativo, cobrar uma entrega ou aplicar uma medida disciplinar. Para Danieli, evitar essas conversas para preservar a amizade pode produzir o efeito contrário e prejudicar a própria relação.

“Se eu me importo de verdade com alguém eu tenho que ser capaz de desafiá-lo diretamente, isto é o que chamamos de honestidade radical. Se eu não for capaz de fazê-lo pouco a pouco isto se tornará uma empatia nociva, que não fará bem nem para líder, nem para o liderado e ainda minará o clima da equipe.”

Por isso, o combinado deve ser feito antes de uma situação de conflito. “Fazer o Acordo de Convivência antes das crises iniciarem ou, pelo menos, de você começar a tratá-las, é sempre o melhor caminho”.

Com os limites definidos previamente, a cobrança pode ser conduzida de maneira mais objetiva. “Depois disto, se torna mais leve o processo de conduzir cobranças, feedbacks e disciplina, pois o líder pode iniciar a conversa lembrando o liderado dos combinados e da intenção de honestidade radical e seguir com foco no alcance dos resultados do negócio”.

Transparência também tem limite

Ser acessível não significa compartilhar todas as informações com a equipe. Para Danieli, saber preservar dados confidenciais faz parte da construção de uma relação de confiança.

“Sem dúvida, sim. Esta é a base da confiança, que por sua vez, é a base da liderança. Quando um líder consegue gerenciar bem a relação de confiança com a equipe, se mostrando alguém autêntico e confiável, ele pode deixar claro para o time que sempre presarão pela transparência nas comunicações e relacionamentos”.

A especialista defende que esse limite seja combinado previamente com todos.

“É muito importante ter esse combinado no acordo de convivência com todo o time: ‘serei o máximo transparente com vocês. Quando se tratar de informações confidenciais, vou deixar isso claro para o time e contarei com a confiança de vocês – mesmo que eu não possa te contar algo, eu sempre vou presar pelo melhor interesse do time’.”

A confiança, segundo ela, é construída ao longo do tempo. “Com o passar do tempo e com o líder honrando sempre este combinado, a equipe passa a confiar no gestor, mesmo quando nem todas as informações estiverem disponíveis”.

Firmeza sem transformar cobrança em conflito pessoal

Para Danieli, o equilíbrio está em separar a pessoa do problema. Uma cobrança pode ser firme sem fazer com que o funcionário se sinta desrespeitado ou diminuído.

“Ser firme com o problema e delicado com a pessoa, esse é o equilíbrio. Aprender e ensinar o time a distinguir o problema da pessoa é essencial. Eu posso te cobrar firmemente por uma meta, sem te fazer se sentir incapaz e humilhado com isso. Um líder é aquela pessoa que se especializa em remover interferências para que o time e os liderados possam performar no seu melhor”.

Nesse modelo, a autoridade não depende de distância. Ela também está relacionada à capacidade do gestor de desenvolver as pessoas e ajudá-las a alcançar melhores resultados.

“Os melhores líderes são os que percebem e investem pesado em nos ajudar a tornar nosso potencial em performance. Eles são capazes de ver em nós algo que não conseguimos enxergar e não se contentam enquanto os nossos dons latentes se tornarem manifestos – é isto que faz da liderança uma tarefa tão nobre”

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Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente”, revela Joana Cabral em desabafo sobre saúde mental

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Joana Cabral surpreende: “Amo ficar sozinha, tenho medo de ficar com gente” – atriz fala sobre esgotamento e saúde mental

Atriz explica por que trocou a aglomeração pelo silêncio e como a conta invisível do cuidado que atinge 60% das mulheres afastadas por transtornos mentais mudou sua visão sobre solidão

A atriz Joana Cabral surpreendeu ao inverter uma lógica que muitas mulheres têm medo de admitir.

Em um desabafo sincero nas redes sociais, a artista revelou que aprendeu a amar a própria companhia e, hoje, seu medo é outro: o de voltar a se perder no meio de muita gente.

Amo ficar sozinha. Tenho medo de ficar com gente”, disparou Joana, em frase que viralizou entre seguidoras.

Longe de ser antipatia, a confissão de Joana é sobre autopreservação. A atriz conta que durante anos viveu a famosa conta invisível do cuidado – aquela em que a mulher acorda mais cedo para organizar a casa, planeja as refeições, checa prazos do trabalho, cuida dos filhos, apoia os amigos e, no fim do dia, está com o saldo mental no vermelho.

“Eu tinha medo de ficar sozinha porque achava que solidão era fracasso. Hoje eu tenho medo de ficar com gente porque é no meio de muita gente, de muita demanda, de ter que dar conta de tudo, que eu me abandonei. Ficar com gente, para mim, era estar o tempo todo cuidando, servindo, sendo o porto seguro de todo mundo. E eu me esvaziava”, explicou.

O relato de Joana ecoa um dado alarmante: segundo o Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, sendo mais de 60% de mulheres. O relatório Esgotadas, da ONG Think Olga, mostra que 45% das brasileiras já têm diagnóstico de ansiedade ou depressão.

Fenômeno que já atingiu famosas como Anitta, Bruna Marquezine, Maiara, Fernanda Souza e Tatá Estaniecki, que já falaram abertamente sobre crises de ansiedade e burnout por conta da jornada 360º de serem perfeitas em tudo.

“Discutir o esgotamento feminino apenas como ‘preciso descansar mais’ é ignorar o básico. Mulheres não adoecem por fragilidade; adoecem porque operam em um ecossistema moldado para gastar todos os recursos na vida alheia, deixando o extrato pessoal zerado”, analisa Danieli Wegermann, especialista em liderança e comportamento feminino.

Para sair do cheque especial emocional, Joana conta que fez três investimentos que a especialista também recomenda:

  1. O Depósito do Escrever para Curar: “O papel aguenta o que a voz ainda não aguenta. Escrevo 15 minutos por dia e organizo meu caos”, diz Joana.
  2. O Fundo de Estabilização STOP: Parar 30 segundos, respirar, observar e só depois agir.
  3. Valorizar o que já tem: “Em vez de focar no que falta, faço um balanço dos meus pilares. Minha rede de apoio, meu tempo livre real”.

Hoje, em fase de reencontro, Joana ressignificou tudo.

“Proteger minha saúde mental foi entender que estar sozinha não é solidão, é companhia de mim mesma. E estar com muita gente, o tempo todo, sem limite, é que me deixava realmente sozinha de mim. Hoje eu escolho com quem eu fico. E principalmente, escolho ficar comigo”, finalizou a atriz, que se prepara para novos projetos no teatro e streaming.

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Dedo de La Chica retorna às origens e celebra nova fase na Vila Madalena

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Com 22 anos de história, restaurante mexicano volta à rua onde tudo começou e recebe a cantora Vanessa Jackson na reabertura.

São Paulo, outubro de 2026 — O restaurante mexicano Dedo de La Chica inicia um novo capítulo de sua história ao retornar à Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, onde tudo começou. Após 14 anos na Rua Fidalga, a casa reabriu em 10 de outubro, em uma região conhecida por sua efervescência cultural, diversidade e proximidade com o famoso Beco do Batman.

crédito foto Pablo Mack
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Uma história de sabor e superação

Ao longo de 22 anos, o Dedo de La Chica conquistou seu espaço no cenário gastronômico paulistano, reunindo culinária mexicana, ambiente descontraído e experiências voltadas a encontros e comemorações. À frente do restaurante desde sua trajetória, a chef Aline Silva celebra esta nova fase da casa, marcada pelo retorno ao endereço de origem.

A trajetória do estabelecimento também ganhou visibilidade nacional com sua participação no programa Pesadelo na Cozinha, apresentado pelo chef francês Erick Jacquin, experiência que marcou um período de desafios e transformação.

crédito foto Pablo Mack
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O retorno à Rua Aspicuelta representa uma reconexão com as origens e com a atmosfera criativa da Vila Madalena, bairro reconhecido por seus grafites, galerias, bares, restaurantes e intensa vida cultural.

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Vanessa Jackson prestigia a reabertura

A reabertura oficial, realizada em 10 de outubro, reuniu convidados, clientes e personalidades. Entre os destaques esteve a cantora Vanessa Jackson, vencedora do programa Fama, da TV Globo, que compareceu acompanhada da família.

A presença da artista reforçou a conexão do Dedo de La Chica com o universo da música e do entretenimento, mantendo a tradição da casa como ponto de encontro na Vila Madalena.

crédito foto Pablo Mack
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Gastronomia, comemorações e eventos

Além da gastronomia mexicana, o Dedo de La Chica oferece espaço para festas, aniversários, confraternizações e eventos privados, combinando boa comida e ambiente descontraído em uma das regiões mais vibrantes de São Paulo.

De volta à rua onde tudo começou, o restaurante celebra seus 22 anos de trajetória e inaugura uma nova etapa, preservando sua identidade e fortalecendo sua conexão com a gastronomia, a cultura e a vida paulistana.

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Academia Carioca promove saúde, bem-estar e integração em caminhada pelo Boulevard Olímpico

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O Boulevard Olímpico, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi o cenário de uma iniciativa que uniu atividade física, lazer e promoção da saúde. Alunos da Academia Carioca, programa de incentivo à prática de exercícios vinculado à Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, participaram de uma caminhada ao ar livre com foco na qualidade de vida e na convivência social.

A atividade foi conduzida pelo professor Philipe Vasques, com o apoio dos monitores do programa, e proporcionou aos participantes a oportunidade de praticar exercícios em um ambiente diferente da rotina habitual, explorando um dos espaços públicos mais conhecidos da cidade.

Créditos da Foto: Divulgação
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Além de estimular o movimento e a adoção de hábitos saudáveis, a iniciativa reforçou a importância da atividade física como instrumento de prevenção de doenças e promoção do bem-estar físico e emocional. A proposta também valorizou a convivência entre os participantes, incentivando a socialização e o fortalecimento dos vínculos comunitários.

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A ação acompanha uma perspectiva importante da atenção primária à saúde: ampliar o cuidado para além dos consultórios e das unidades de atendimento, utilizando os espaços urbanos como ambientes de promoção da saúde, prevenção e inclusão social.

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Durante o percurso, a troca de experiências e os momentos de descontração contribuíram para tornar a caminhada uma experiência coletiva de cuidado e integração. A iniciativa demonstrou como atividades acessíveis podem incentivar a participação da população e aproximar a promoção da saúde do cotidiano das pessoas.

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Com ações como essa, a Academia Carioca fortalece seu compromisso com a qualidade de vida, mostrando que cuidar da saúde também significa estimular o convívio social, ocupar os espaços públicos e incentivar escolhas que contribuam para uma rotina mais ativa e saudável.

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